O futuro da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo permanece envolvido em incertezas e disputas internas. Segundo reportagem do jornal O Globo, os executivos da Eagle Football Holdings — empresa que detém 90% das ações da SAF alvinegra — se recusam a vender o clube para John Textor enquanto ele permanecer no comando da operação. O argumento central é o de que haveria um conflito de interesses, já que o empresário norte-americano atuaria simultaneamente como comprador e gestor do ativo.
A provável preocupação dos ex-sócios de Textor é que ele possa desvalorizar artificialmente o Botafogo para facilitar a recompra por um valor inferior ao de mercado.
Mesmo diante da resistência, Textor não abre mão do controle e segue tentando viabilizar a recompra. Para isso, criou uma nova empresa nas Ilhas Cayman, chamada Eagle Football Group, com o objetivo de adquirir o Botafogo e o RWDM Brussels, clube belga também vinculado à antiga holding. Marinakis, inclusive, já assinou um empréstimo conversível para viabilizar a operação.
Nos bastidores, a Eagle considera outras alternativas, como vender o clube a um terceiro interessado ou manter o Botafogo em seu portfólio, desde que Textor seja afastado. No entanto, o clube associativo — sócio minoritário da SAF e detentor de direitos de veto — permanece alinhado ao empresário e não deseja sua saída, o que torna essa solução improvável.
Enquanto isso, a Justiça do Rio de Janeiro congelou temporariamente qualquer mudança no controle da SAF, mantendo Textor à frente da operação. A decisão foi motivada por uma dívida de 23 milhões de euros da Eagle com o Botafogo, usada como base para um processo de execução movido pela SAF.
Fonte: O Glogo e ESPN Brasil / Imagem: Alex Pantling – FIFA
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